1 de out de 2013

METABOLISMO (003) - FERMENTAÇÃO



Alguns organismos são classificados – devido a seus processos metabólicos – como anaeróbios ou anaeróbios facultativos, o que significa que são capazes de produzir ATP da quebra da glicose sem a utilização do oxigênio, portanto, do ciclo de Krebs e cadeia respiratória.
Os dois tipos principais de fermentação encontrados são:
- fermentação lática;
- fermentação alcoólica.

FERMENTAÇÃO LÁTICA

A fermentação láctica é caracterizada pela transformação do piruvato (C3H4O3) em ácido lático ou lactato (C3H5O3). Para tanto é necessário oxidar uma coenzima NADH em NAD+.
Se compararmos com as vias metabólicas aeróbias, a fermentação láctica não produz grande quantidade de energia para as funções vitais, o que, para nós, a torna inviável para se tornar nossa principal fonte de ATPs.
Utilizamos organismos fermentadores para uma série de processos industriais, principalmente alimentícios.
Iogurtes e queijos são bons exemplos de produtos derivados desta reação.
Já nos animais – onde destacam-se os mamíferos – a fermentação lática é realizada nas fibras musculares como um fonte de energia extra em atividades que demandem grande trabalho das células.
É o ácido lático o responsável pela dor após um dia de academia ou exercício intenso.

FERMENTAÇÃO ALCÓOLICA

A fermentação alcóolica, a exemplo da lática, não é capaz de produzir grandes quantidades de energia como as cadeias aeróbias.
A via se resume na perda de uma molécula de dióxido de carbono retirada do piruvato, formando etanal e, posteriormente, o etanol, com a adição de um hidrogênio vindo da oxidação de uma NADH em NAD+.
Na indústria, a fermentação alcóolica é utilizada para a produção de bebidas alcóolicas, combustíveis, pães e massas em geral.


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26 de set de 2013

METABOLISMO (002) - CICLO DE KREBS E CADEIA RESPIRATÓRIA



Em nosso organismo, quando quebramos a glicose em piruvato, tomamos vias metabólicas conhecidas como metabolismo aeróbio.
Esta denominação é dada pelo fato de que a produção de ATP está diretamente ligada com a presença do oxigênio molecular (O2) em nossas células.
O metabolismo aeróbio ocorre nas mitocôndrias e tem como suas principais vias:
- o ciclo de Krebs, do ácido cítrico ou do ácido oxalacético;
- a cadeia respiratória.
Ao final deste ciclo será formada a maior quantidade de ATP de todo o metabolismo da glicose, fornecendo energia suficiente para as funções orgânicas.
O início das vias aeróbias é dado quando o piruvato chega a matriz mitocondrial e une-se à coenzima A.
Esta reação libera um carbono na forma de CO2.
Como resultado temos um ácido acético (acetato) ligado à coenzima, conjunto conhecido como Acetil-CoA.
O objetivo do ciclo de Krebs é degradar o acetato liberando mais dióxido de carbono e íons hidrogênio para redução de coenzimas NAD+ e FAD+ em NADH+H+ e FADH2.
Todo o CO2 produzido segue é difundido para o sangue e eliminado pela respiração pulmonar.
As coenzimas reduzidas continuam na mitocôndria e, na crista mitocondrial participam da cadeia respiratória, onde o oxigênio será liberado, somado ao oxigênio molecular e formará moléculas de água.
Para tanto, as enzimas transportadoras de elétrons responsáveis por esta reação liberam uma grande quantidade de energia, gerando, no final das duas vias metabólicas, 18 ATPs para cada piruvato.
Como resultado final - somando-se aos dois produzidos no saldo na via glicolítica – temos o total de 38 ATPs para cada molécula de glicose.


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21 de set de 2013

METABOLISMO (001) - VIA GLICOLÍTICA



O que conhecemos por metabolismo é, na verdade, uma série de reações químicas catalisadas por enzimas, capazes de gerar componentes para as células, degradar substâncias, produzir energia e - no caso dos seres autótrofos - produzir monossacarídeos de função energética.
De todas as vias metabólicas conhecidas e estudadas, uma é comum para quase a totalidade dos seres vivos: a glicólise ou via glicolítica.
Esta cadeia de reações corresponde a quebra de uma molécula de glicose em duas moléculas de ácido pirúvico (piruvato), ou seja, quebrando uma molécula de seis carbonos em duas moléculas de três carbonos cada.
 

 O principal objetivo da quebra da glicose é produzir energia para as funções celulares, o que significa formar moléculas de adenosina trifosfato (ATP) a partir da junção de um fosfato inorgânico em uma molécula de adenosina difosfato (ADP).


Em nosso organismo a glicose entra na célula por um processo de difusão facilitada mediada pelo hormônio pancreático insulina. Apenas as fibras musculares e as células nervosas a obtêm por difusão simples.
A primeira etapa da via glicolítica é a formação de glicose-6-fosfato a partir da união de um fosfato inorgânico, retirado de um ATP, no sexto carbono de uma glicose.
A G-6-P, como é chamada, é instável e, dependendo da necessidade da célula, pode seguir seu caminho para formação de ATP, reserva energética na forma de glicogênio ou formação de pentoses para a produção de ácidos nucleicos.
Até a transformação dos dois piruvatos ocorrem reações químicas responsáveis por:
- retirar mais um fosfato inorgânico de um ATP;
- gerar enérgica para converter 4 ADPs em 4 ATPs;
- reduzir duas coenzimas NAD+ em NADH+H+.



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3 de set de 2013

HISTOLOGIA ANIMAL (003) – EPITÉLIOS GLANDULARES



Alguns epitélios possuem a capacidade de produzir determinadas substâncias químicas, que podem atuar tanto local quanto em todo o organismo.
As glândulas epiteliais – nome dado a estes tecidos – podem ser encontradas como células únicas, dispersas em meio a um epitélio, ou formando estruturas pluricelulares.
Às substâncias produzidas pelas glândulas damos o nome de secreção, que pode ser classificada como:
- serosa – consistência aquosa e clara;
- mucosa – consistência viscosa;
- mista ou seromucosa.
O local de liberação destas secreções também é responsável por uma classificação das glândulas.
As glândulas conhecidas como endócrinas liberam sua secreção sem necessitar de um ducto, o que geralmente ocorre na corrente sanguínea. As que possuem este canal de eliminação são denominadas exócrinas.
Em alguns casos, como no pâncreas, podemos encontrar a liberação de secreções de ambas as maneiras, tendo essas glândulas a classificação de mistas.



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